Rotas das aldeias do xisto: Janeiro de Cima, Fajão e Aigra Nova

Domingo, 8h da manhã. Toca o despertador. Acordo, carrego no snooze e volto a adormecer. 
Passados 10 minutos: 

- Filipa acordaaaa!

- Já vou!!!
Levanto-me e vou tomar o pequeno-almoço com aquela cara de quem acabou de acordar e ainda não tinha tomado café. O dia avizinhava-se longo com muitos quilómetros  para percorrer serpenteando pela Serra do Açor e da Lousã até chegar às aldeias do xisto. O plano era visitar Janeiro de Cima, Fajão e Aigra Nova. 



São 27 as aldeias que integram a rede das aldeias do xisto situadas no centro de Portugal entre Castelo Branco e Coimbra. 

Descobrir as aldeias de xisto é encontrar recantos pacíficos no meio da Natureza, falar com os seus habitantes que nos contam a sua história e passar por lugares de cortar a respiração. 

A primeira aldeia a visitar era Janeiro de Cima (já vou explicar o porquê deste nome mais em baixo. Continuem a ler :p) e antes de lá chegar parámos no Miradouro da Sarnadela para desfrutar da paisagem e observar o meandro (curva acentuada) do rio Zêzere. Lindo não concordam? 

Miradouro da Sarnadela 


Janeiro de Cima 

Reza a lenda que um nobre, ao morrer, resolveu legar os seus bens aos dois filhos de nome Januários. Assim nasceu Janeiro de Cima, na margem esquerda do rio Zêzere e Janeiro de Baixo na margem direita. As duas margens eram antigamente unidas por uma barca pública que transportava as pessoas e os animais entre o concelho do Fundão e o da Pampilhosa da Serra. Lá do alto gritava-se "Ó da Barca!" para solicitar os serviços do barqueiro. 


Um facto curioso sobre esta aldeia é que as suas casas apresentam seixos brancos rolados provenientes do leite do rio Zêzere (reparem nas fotografias em baixo).
















Fizemo-nos à estrada outra vez não sem antes fazer uma paragem no Miradouro de Santa Luzia que encontrámos pelo caminho. 




Fajão 



A vila de Fajão, uma das dez freguesias do concelho da Pampilhosa da Serra, está localizada numa zona de intensa beleza, rodeada por altos penedos e percorrida por vales profundos onde serpenteia o Rio Ceira. 











Aigra Nova

Conheci a história de Aigra Nova através da D. Júlia que encontrei sentada junto à sua casa. Visitei também o Ecomuseu das tradições do xisto onde fiz uma viagem ao passado repleto de história e tradições! 





















Se quiserem saber mais sobre as restantes aldeias do xisto visitem http://aldeiasdoxisto.pt/

Filipa Figueira

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